Muito feliz com as novidades!
Novembro 28, 2007, 1:40 pm
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Conforme prometido, algumas novidades.

 

 A primeira e a que me deixou saltitante de felicidade ontem à noite é que estamos na final do Artemisia Sustainability Challenge que mencionei no post anterior. Ainda estou no ar de tanta alegria. Nós trabalhamos e nos dedicamos muito para estar lá, fazendo parte de um grupo seleto que agora se apresentará, ao vivo e em cores, para a banca avaliadora na Conferência Nacional. Para estarmos nessa final fomos avaliados pela organizadora do evento, Julia Queiroz da AIESEC, pela Artemisia, pelo ABN AMRO e pelos empreendedores para os quais trabalhamos buscando as melhores soluções para os seus desafios. Estou plenamente realizada por ver que o nosso empenho, a nossa paixão pelo empreendimento, as noites em claro delirando sobre o nosso case e as soluções geniais que poderíamos buscar, as incontáveis horas de sono perdidas à frente do computador, trabalhando uma média de 12 horas por dia, nada disso foi em vão. Estar na final do Desafio já é um sonho. Estar frente a frente com profissionais tops na área que eu amo e quero me desenvolver apresentando um projeto pelo qual eu me doei completamente é definitivamente uma realização. Mas é óbvio que o meu padrão de excelência não vai aceitar entregar o troféu de bandeja pra ninguém. Estou super satisfeita de ter chegado até aqui mas farei o que for preciso para deixar, a todos os que nos apoiaram e acreditaram em nós, orgulhosos, e à banca avaliadora, com a certeza de não entramos nessa pra perder. Dia 19 de dezembro eu conto pra vocês o desfecho dessa história.

 

A outra novidade é que, para conseguir financiar o meu intercâmbio, eu decidi me tornar consultora de beleza Mary Kay. A Mary Kay é a marca líder de cosméticos e maquiagem nos Estados Unidos e mantém esse título a vários anos graças à qualidade dos seus produtos, a competitividade dos preços e ao trabalho de relacionamento das suas consultoras. Diferentemente de outras marcas do mercado, uma consultora MK demonstra os seus produtos, permitindo que as mulheres comprovem a  sua qualidade antes de adquiri-los, além de dar uma garantia de satisfação. O relacionamento da empresa com as consultoras é fantástico, reconhece o trabalho e os resultados, tem um plano de carreira incrível, resumindo, estou muito feliz nessa nova empreitada e certa de que atingirei os meus objetivos.

 

Dia 12 estarei na CONAL, a conferência da AIESEC, mas estou intensificando minhas atividades na MK agora para poder atender a demanda para o Natal e viajar menos preocupada. Na volta vou mergulhar de cabeça e mais uma vez buscar a excelência, agora nesse projeto.

 

Hoje fico por aqui porque o tempo está voando e tenho muita coisa pra realizar ainda mas espero em breve postar mais novidades tão bacanas quanto essas.

 

Ah, aproveito para oferecer a quem se interessar, uma sessão de cuidados com a pele com produtos da Mary Kay para conhecerem melhor a marca e quem sabe descobrirem ótimas opções de presentes para o Natal. A sessão é muito boa porque as pessoas sentem os resultados na pele e a qualidade do produto na hora. Estou agendando sessões até o dia 09 para poder fazer um pedido no dia 10, ok?! Vejam o melhor dia/hora e me escrevam [lucianapego@yahoo.com], estou online o dia todo.

 

See´ya guys!

 

Beijos!



AIESEC e as primeiras conquistas
Novembro 23, 2007, 12:53 pm
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Bom, uma vez dentro da AIESEC eu vesti a camisa de verdade. Sempre fui bastante responsável em relação a trabalho mas descobri que isso não era suficiente: o meu foco agora era a excelência. Tudo na AIESEC é assim. São metas e mais metas a serem alcançadas e todas elas niveladas por cima, bastante desafiadoras e com deadlines para serem cumpridas.

O meu primeiro desafio foi organizar o evento para os pais AIESECos, para que entendessem um pouco desse universo em que seus filhos estavam mergulhando. Fui escolhida como presidente do comitê organizacional (OCP) e coordenei um time e ações para realizar o evento. Primeira etapa cumprida. Veio então a minha primeira conferência, e de cara uma nacional.

O CONADE aconteceu de 16 a 20 de maio, em Itapecerica da Serra, a 40 minutos de São Paulo. Nunca pensei que entenderia tão literalmente a expressão “work hard, play hard”. Todos os dias de conferência foram de trabalho árduo, reuniões, sessões, capacitações e muito planejamento de 9h00 da manhã até quase 22h00, dependendo do dia, mas todas as noites foram de festa. Nos 5 dias se eu dormi umas 12 horas está de bom tamanho porque a média de horas de sono por noite era de 2,5. Ainda não sei como sobrevivemos mas valeu à pena cada minuto. Eu nem acredito na sessão incrível que assisti, a melhor de todas pra mim, com Miguel Dantas, consultor em Desenvolvimento Sustentável do ABN AMRO sobre Responsabilidade Corporativa e Sustentabilidade… foi de babar! Sem contar a grande alegria que foi ver o escritório de BH comemorar o 1º lugar na primeira edição Desafio AIESEC, ABN AMRO e UNIETHOS de Sustentabilidade. Além disso tudo, particularmente pra mim, criei e reforcei laços de amizade que se tornaram tesouros pra mim, em especial Letícia, que posteriormente se tornou minha mentoranda, Vinícius, que hoje é meu mentor, um dos meus melhores amigos, conselheiro, incentivador, etc. e Fleur, uma holandesa incrivelmente gracinha, que se juntou a nós na Conferência, recém-chegada da Europa, e também se tornou outra grande amiga.

De volta a BH, já alocada em marketing, começamos a tentar colocar em prática muitas ações para dar publicidade e posicionar a AIESEC BH junto ao seu público-alvo – os estudantes universitários. Porém, como a organização não tem fins lucrativos – e tampouco grana sobrando no caixa – e publicidade custa caro, o trabalho foi grande e a criatividade maior ainda mas ainda sim os resultados foram positivos. Como falei no post anterior, a AIESEC promove diversas oportunidades de liderança e um mês depois que fui alocada no marketing, foram abertas as postulações para os novos cargos. Por ter um breve conhecimento acerca do balanced scorecard graças à minha pós-graduação e um interesse muito grande em gestão, me postulei e fui escolhida coordenadora estratégica e comecei a ampliar demais a minha visão sobre a AIESEC e mais ainda sobre o mundo dos negócios. Gerir um time de seis pessoas não é simples, cobrar metas e resultados menos ainda e planejar ações e administrar o meu tempo então, nem se fala. Cada novo dia o desafio se tornava maior. Até então continuava conciliando as atividades de coordenadora com as minhas atividades no marketing. Mas, como nessa vida fazemos escolhas difíceis a todo momento, precisei abrir mão de alguma coisa para mergulhar de cabeça em mais um projeto: a segunda edição do Desafio de Sustentabilidade que teve início em outubro. O Artemisia Sustainability Challenge promovido pela AIESEC, Fundação Artemisia, ABN AMRO e UNIETHOS exigiria toda entrega possível e com grande pesar precisei abrir mão do marketing. Com o novo foco em resultados e excelência sabia que, para fazer bem-feito, precisava fazer uma coisa de cada vez e o escritório de estratégias já era uma atividade que demandava um tempo razoável.

O desafio tem sido uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida. Sem dúvida a mais intensa experiência na minha área-foco de carreira. Na primeira etapa recebemos uma capacitação bastante densa da Artemisia e do ABN AMRO. Na segunda, a equipe organizou um seminário em empreendedorismo social que foi fantástico e pudemos contar com a participação de palestrantes ilustres, empreendedores parceiros das fundações ASHOKA e AVINA. Na terceira e última etapa, escolhemos um dentre cinco cases reais, empreendedoras apoiados pela Artemisia, para solucionar um determinado problema. O nosso desafio foi criar um plano de negócios para a expansão da Gastromotiva, um buffet-escola que fica em São Paulo. Todo o projeto acontece ainda na casa do empreendedor, o chef David Hertz, e atende hoje a 5 aprendizes. Precisamos solucionar o problema da ampliação da capacidade de atendimento de 5 para 15 alunos e também a sua capacidade de geração de renda, sem esquecer dos três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e financeiro. O projeto vencedor será financiado pela Artemisia que trará um trainee da AIESEC de algum canto do planeta para executá-lo. Segunda agora, dia 26/11, serão divulgados os projetos finalistas e estamos super ansiosas para saber se estamos entre eles. Os finalistas farão uma apresentação pra banca avaliadora na próxima conferência nacional que acontecerá em dezembro.

Bom, a partir de agora já começo a traçar o passo-a-passo da minha viagem, o meu intercâmbio já em contagem regressiva e no próximo post eu conto as novidades.

Beijokas.



Descobrindo a AIESEC
Novembro 20, 2007, 12:22 pm
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Quando entendi que a responsabilidade pela minha vida era somente minha, eu tomei a decisão de ser feliz e comecei a resgatar os meus projetos mais individualistas. Eu nunca saí do país e sempre quis viver essa experiência num nível além-turismo, desejando buscar novos horizontes, viver em culturas diferentes, aprender novos idiomas, abdicar da minha dependência emocional com as pessoas que eu amo para crescer, além de dar um grande passo na minha carreira. E assim eu comecei a procurar por estágio profissional no exterior mas nunca imaginei que tivesse tanta oferta de trabalho assim, embora cerca de 90% delas se encontravam no famoso programa “work & travel” ou similares – programas onde as pessoas vão trabalhar em hotéis e restaurantes na alta temporada, especialmente nos Estados Unidos – mas não era isso o que eu buscava porque não acreditava que trabalhar como camareira ou garçonete traria um retorno relevante pra minha carreira. Só que de repente, graças ao Google, eu achei o site da AIESEC. Não era um nome de todo desconhecido mas também eu não sabia o que era direito. Pensei no momento que fosse apenas mais uma agência de intercâmbio. Entrei no site [www.aiesec.org/brazil], comecei a ler e ler e ler e fiquei com mais dúvidas ainda. Organização estudantil, plataforma para jovens descobrirem o seu potencial, posições de liderança, intercâmbio profissional… que diabos era isso?! Procurei o endereço do escritório em Belo Horizonte e mandei um e-mail para o Pedro, diretor de Marketing, para entender melhor. Uma semana depois ele me respondeu explicando um pouco melhor e me enviando um link, se me interessasse cadastrar, para receber orientações sobre o processo seletivo. Aí que tudo bagunçou mais ainda. Processo seletivo pra intercâmbio? Bom, mesmo sem entender direito, eu me cadastrei e paguei pra ver. Menos de um mês depois fui chamada pra primeira etapa da seleção, o AIESEC Day. Juro que tudo passou pela minha cabeça, viajei geral tentando adivinhar o que seria isso e fui super curiosa. Quando entrei no auditório, bastante cheio por sinal, comecei a ver pessoas muito jovens, todos universitários de no máximo 22, 23 anos, usando crachás e comecei a ficar ainda mais preocupada porque neles estavam escrito “VP Marketing”, “VP Finanças”…. uau, eu achando que encontraria um monte de executivos de terno e me deparo com esse bando de garotos… onde eu estava me metendo?! Então essas pessoas começaram a tomar os seus lugares numa mesa no palco e começam a falar sobre esse desconhecido chamado AIESEC. Mil desculpas pela pobre repetição mas “UAU!!!!”…. de que planeta vieram essas pessoas?! O meu queixo caiu com tudo o que eu ouvi naquele auditório, especialmente quando uma garota chamada Amanda começa a contar, com uma segurança que eu nunca vi igual, que tinha 19 anos, fazia faculdade de Comércio Exterior e Direito, era VP Jurídico-Financeira e começa a falar de auditoria, de investimentos, e um monte de outras coisas que me deixaram boquiabertas. Eu só conseguia pensar “Ela só tem 19 anos?! Eu também quero fazer parte de uma organização com pessoas desse tipo!”, mesmo sem entender ainda muito bem o que isso significaria pra minha vida. Pessoas tão jovens e tão bem preparadas, falando sobre multiculturalismo e diversidade, liderança, responsabilidade social e sustentabilidade, relacionamento estreito com empresas, enfim, pessoas com as quais eu me identifiquei imediatamente.

Dali por diante eu comecei a querer muito vencer esse processo e me tornar membro AIESEC. Mais três etapas depois e eu não acreditava que já estava quase lá. Quando recebi o e-mail de parabéns pela minha aprovação [cerca de 40 aprovados dentre mais de 260 inscritos] eu fiquei muito feliz. Até então eu queria uma viagem em um curto prazo mas conhecendo melhor as possibilidades dentro da organização e percebendo que eu precisaria juntar muito mais grana do que eu tinha na época eu optei por adaptar novamente a minha rota e construir outro caminho no ano de 2007. O final de semana que se seguiu à divulgação dos aprovados foi de imersão total no universo AIESEC, e comecei a entender o significado da força que motiva essa organização “work hard, play hard”, ou seja, trabalho pesado mas diversão na mesma medida. E descobri, definitivamente, uma família. Algumas pessoas acham que a AIESEC é uma seita, uma organização que faz lavagem cerebral, e um monte de absurdos parecidos porque não conseguem entender o que faz um bando de jovens universitários e recém-formados dedicarem horas a fio ao trabalho em uma organização sem receber qualquer remuneração por isso e ainda pagar pra participar de conferências e eventos específicos, criar vínculos de amizade tão fortes que os fazem querer se encontrar o tempo inteiro com as mesmas pessoas e dedicarem-se ao trabalho como fanáticos, visando sempre a excelência. Realmente é difícil de acreditar no que nos faz agir assim mas, acreditem ou não, é o que enxergamos lá na frente como resultado do nosso trabalho que nos move, além da motivação de fazer parte de um grupo que fala a mesma língua que você. E sem perceber, mal eu entrei pra AIESEC eu me tornei parte dela, imbuída do mesmo espírito e me descobri também uma workaholic, para desespero dos meus amigos que agora passaram a me ver cada vez menos.

Para os que não conhecem a AIESEC, vou poupá-los de maior curiosidade e vou esclarecer. A AIESEC nasceu em 1948 como uma associação entre estudantes europeus preocupados em formar líderes comprometidos com o futuro para reconstruir uma Europa devastada pela guerra. Aos poucos foram se organizando em alguns países e promovendo uma troca de conhecimento e experiências visando um recomeço sólido. Começaram a promover intercâmbios em empresas de países vizinhos para aprenderem uns com os outros. E assim a AIESEC começou a ganhar territórios, chegando ao Brasil em 1970 e em Belo Horizonte em 1974 [desde então funcionando na UNA/Aimorés]. Como ganhou proporções globais, a AIESEC precisou estabelecer estruturas que pudessem gerir toda essa troca de maneira sustentável garantindo a perenidade de cada novo escritório. Para isso ela precisaria funcionar como uma empresa de verdade, criar um imagem pública da marca que traduza o que é a organização, captar parceiros e fidelizá-los, controlar suas finanças, gerir os membros de forma que tirassem o melhor proveito dessa experiência e, obviamente, viabilizar intercâmbios. E é exatamente por causa desses intercâmbios e dessa experiência adquirida gerindo os escritórios é que investimos tanto tempo e trabalho. A AIESEC forma líderes responsáveis, pessoas que muito novas possuem experiência em gestão, projetos, finanças e diversas habilidades e competências que o mercado leva anos para promover em não-membros. Plenamente gerida por jovens, cada um de nós que busca as oportunidades consegue viver experiências altamente enriquecedoras dentro da organização e empresas parceiras no mundo todo reconhecem o valor desse “produto” AIESEC, abrindo as portas e oferecendo estágios profissionais em nossas áreas de formação, nos proporcionando uma experiência internacional de altíssima qualidade e relevância, além de uma projeção sem igual no mercado. Isso nós comprovamos a cada dia apenas procurando saber por onde andam alumni AIESEC espalhados pelo mundo. Esse é o grande diferencial dessa organização, as experiências e oportunidades que ela nos proporciona mas tudo depende de cada um, de quanto queremos buscar e do quanto queremos investir para que o retorno venha na mesma medida. E só pra terem uma idéia, vou contar onde alguns membros e alumni da AIESEC BH estão: Virgínia no ABN AMRO/Amsterdam, Isabela na Inbev/ Bélgica [também foi aprovada na HP/ México], Clarissa no UBS/Suíça [também foi aprovada na Kraft Foods/USA] e por aí vai.

Então eu decidi que a minha passagem na AIESEC seria curta [por já ter 6 anos de formada] mas muito intensa e que eu aproveitaria todas as oportunidades para crescer dentro e fora da organização para alcançar os meus objetivos profissionais e pessoais porque as lições que aprendemos aqui certamente levaremos pela vida.

Mas por agora é só. No próximo post eu conto um pouco das minhas experiências na organização.

Até breve.